
Você
já se apaixonou?
Está
vivendo uma paixão?
Bom,
o que dizem sobre a paixão é que é algo que vem como uma imensa onda. Te joga
para todos os lados, te deixa sem ar! Mas, a sensação de viver uma grande
paixão é uma delícia, porém, tem “prazo de validade”.
Já
o amor, ah... esse é aquele que sentimos por alguém ou algo de uma maneira tão
profunda que vira uma marca eterna em nossos corações e faz parte de nossas
vidas.
Amor, é para sempre.
Gente!
O que isso tem a ver com o blog do McFly?
Calma. Isso é um depoimento pessoal onde posso adivinhar que
muitos compartilham do mesmo sentimento.
Tudo aconteceu no começo de 2007. Eu que fui criada com meus pais
escutando Queen, não poderia mudar de canal ao escutar uma banda tocando “Don’t
stop me now”. Todos meus amigos tinham banda, eu mesma planejava ter uma na
época, então os acordes, os tons, as batidas fizeram com que eu me ajeita-se no
sofá para prestar atenção.
O que eu senti?
Necessidade de mais!
Naquele mesmo dia só sabia comentar sobre este tal de McFly para
minhas amigas, procurei coisas na internet, gravei três músicas em um CD porque
eu poderia escutar bem mais alto do que no PC. À noite, na casa de uma amiga,
fomos assistir um filme e mesmo hoje, não posso acreditar que foi justo “Just
my luck”! Fiquei com aquela sensação de encontrar o cara que estamos afim na
balada. Inacreditável feliz coincidência.
Depois disso foram tantos os detalhes, um turbilhão de sentimentos
e lutas. Sim, lutas! A angústia era tanta por mais informações e por essa
paixão que eu estava vivendo, que em menos de um ano fui para Londres, onde
fiquei por um ano.
Fui a um show deles, fiquei super longe, mas gritei tanto e saí
tão feliz que o sentimento foi daquele primeiro selinho. Queria contar para o
mundo, mas era só um show, quem acharia isso assim tão fantástico?
Meses depois do show, vi que eles iriam jogar futebol por um
projeto beneficente Inglês chamado Comic Relief numa cidadezinha fora de
Londres chamada Birmingham. Fui até lá, cheguei tarde e não consegui entrar,
mas mesmo assim esperei por umas 6 horas na porta de um estádio nada amigável,
com histórias de ser de uma torcida bem violenta. Pensei em ir embora, estava
ficando tarde e eu tinha que voltar para Londres, foi quando olhei para uma
porta grande, mas não a principal e tudo o que vi foi um enorme par de olhos
azuis que eu nunca mais vi igual na minha vida. Era Harry Judd sendo todo
cavalheiro abraçando e tirando fotos com as fãs. Na minha vez escutei ele
dizendo para uma garota que ela seria a última. Como os Ingleses em geral são
bem reservados e não fazem escândalos pelos ídolos como nós, não poderia
começar a chorar ou agarrar ele ali. Ele simplesmente ficou me olhando e abriu
os braços me chamando porque deve ter percebido minha cara de decepção.
Agradeci e sai de perto dele. Onde estava o chão naquela hora, juro que não sei.
Em seguida, pela porta grande aquele gordinho de bochechas
avermelhadas apareceu. Todas em volta do Tom e eu estava me sentindo, sei lá,
uma barata tonta, não sabia o que fazer ou para onde ir. Meu Deus, era real
mesmo! Tirei duas fotos com ele e consegui falar “Tom, quando vocês vão para o
Brasil?” Ele se virou para mim (para mim!!!) e respondeu que em breve, bem em
breve e ficou parado esperando minha reação. Eu travei geral, virei as costas e
sai. Hoje fico pensando que ele dever ter me achado uma retardada, mas ok.
Fiquei parada alguns minutos tentando entender meus sentimentos.
Não estava eufórica, emocionada ou qualquer outro sentimento conhecido. Tenho
certeza que eu estava em choque, de verdade. Eu, em Londres, com o McFly. Muito
para acreditar.
O
transe acabou quando me virei voltando a ficar de frente para a porta
principal, quando meus olhos encontraram um Danny suado e de boné sorrindo.
Não posso chorar! Minhas pernas precisam reaprender a andar!
Aqueles olhos azuis enormes, o dentinho torto, os cachinhos saindo
pelo boné, todas aquelas sardas e a voz. Como explicar o que é escutar de
verdade, de maneira límpida e clara a poucos centímetros de você, a voz do cara
que você mais ama e mais admira no mundo?!
Esse sentimento é algo que a vida deu de presente só pra mim.
Ninguém vai saber o que eu senti ou ao menos saber narrar isso por mim. Eu
tinha acabado de realizar meu maior sonho.
A única coisa que faltou foi o Dougie que não tinha ido pois tinha
ficado bêbado na noite anterior. Poynter sendo Poynter.
Voltei para o Brasil para assistir o primeiro show deles aqui, foi
demais, foi como se eu tivesse feito parte para aquilo tudo acontecer, tantas
lágrimas, tantas ligações para as rádios e gravadoras, tudo isso por uma banda.
Quem nunca né?
Até então, eu nunca.
Depois disso, depois de Londres, descobri o quão guerreira eu fui
por um objetivo. Movi sim montanhas, trabalhei demais para sobreviver, paguei
minhas contas, lavei minhas roupas, fiz minha comida, aprimorei meu Inglês na
“raça”, voltei sabendo dar mais valor para minha casa, minha família, me
identifiquei como mulher forte e madura. Hoje agradeço por este meu tempo fora
imensamente, pois ensino minha filha a lutar por seus objetivos e que nada
nessa vida é impossível, basta lutar para conquistar.
Tenho dez tatuagens, onde duas são com músicas do McFly e sempre
que penso estar perdendo as forças, olho para elas e lembro como uma banda pôde
me dar tanta confiança e fé em mim mesma.
Existiu paixão, é claro que sim, mas hoje eu posso garantir que
aqui dentro existe um amor cravado por toda a eternidade chamado McFly!
Por
Valeria Sant'Anna Franco









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